domingo, 23 de agosto de 2009

Cum Carago!

O Reizinho ;-) expressou o seu anseio de espairecer numa qualquer embarcação.

Ora, como eu, para além de ter a importantíssima missão de fazer dele um homem com H, cá estou também para deliciar sua majestade – pois afinal de contas ele torna a minha existência desmedidamente mais rica e faz de mim uma pessoa infinitamente melhor – lá fui com o piqueno e mais sua excelência, sua avó, apanhar o cacilheiro. Nem tudo são espinhos, nesta viçosa idade um barco é um barco e ponto final

A intenção era pois, irmos a Cacilhas (não perguntem porquê, nem tudo na vida tem que ter uma explicação) – no entanto como parolas que soimos ficámos hoije a saberi que de Belém só para Porto Brandão ou Trafaria – pois seja Trafaria então!

Entretanto, só um pequeno apontamento: não percebo o que é que aconteceu àquela zona em que podíamos vir cá fora com os cabelos ao vento a saborear o cheiro a merdezia e esquecermo-nos que estamos num cacilheiro (porque eu já não estou em tenra idade ;-)?!? Não me digam que para além de não podermos comer bolas de Berlim com creme na praia, não podermos ficar com as mãos todas cagadas das folhas da lista telefónica quando comemos castanhas assadas na rua (pois o papel foi substituído e tem inclusive uma bolsa dupla para deitarmos as cascas! Ah! País civilizado carago!) a ASAE foi aos cacilheiros e mandou cobrir a Penthouse?! Nãããã! Deve haver vários modelos, né? Mas tive azar, pronto (isto era só um pretexto para reclamar da ASAE) – lá fomos nós pindurados à janela para que o crianço percebesse que estávamos de facto sobre as águas do Tejo.


Chegámos então à harmoniosa Trafaria, e quando digo isto é porque sentia-se que as pessoas estavam em harmonia pá! Eram todas feias! Mas feias, feias! Quase disformes!
E porcas.
Desculpem-me os que não são, mas não estavam lá!


Porque aquelas pessoas tinham uma feiura que vinha de dentro!


E tinham um ar badalhoco!


E os gordos andavam todos com as banhas dependuradas para fora das camisolinhas.

E as unhas eram todas pretas.
E eles tinham restos de cerveja no bigode, e elas também!
Palavra!
Eu não sei se aquilo era uma rave dos feios, mas que estavam todos lá, estavam!

Fomos ao centro da vila, o puto comeu um gelado, nozes bebemos uma caféssito e um martini que não estava a apetecer, mas prontos! Mirámos aquela gente bonita de se ver – e foi então que vislumbrámos o engatatão da zona, fodasse! Garanto-vos que uma foto real, seria muito mais impressionante!


Tinhamos então que justificar o passeio e tanta agressão aos nossos olhitos e lá fomos ao mercado: eu enchi a barriguinha com figos, a um aério e meio o quilo – do best!, e lá comprámos os janquizinhos para o almoço com a bela da açorda tudo bem regado com um vinho verde fresquinho – uma maravilha! Portugal real, no seu melhor e pior. Ahhh vida boa, cum a breca!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Putas das criancinhas



Não! Não e não! Não me venham com merdas, não me venham com os mimos e a puta da educação e de que lhe faço as vontades todas!
Garanto-vos que não há mimo que eu lhe possa dar, educação ou falta dela que justifiquem o inconcebível capricho de um fedelho de 4 anos começar aos berros comigo porque tenho que ser eu a apanhar o carro que ele acabou de, displicentemente, atirar para o chão!

Fedelho: Mãe, apanha.

Mãe incrédula (eu): desculpa?

Fedelho: apanha o carro.

Mãe incrédula + sorriso nervoso (mas com um tom de voz discreto): deves estar a brincar comigo.

Fedelho aos berros e como se eu lhe estivesse a fazer a maior desumanidade ao cimo da terra: mas eu quero que sejas tu a apanhaaaaaar!!!!

Mãe + tom de voz acima do normal (sem entrar em histerismos): Tiago apanha o carro e vamos imediatamente embora! – enquanto simultaneamente lhe agarro por um pulso (com energia para a criancinha perceber quem manda), faço-o apanhar o carro à força e lhe dou um açoite no rabo (quando a minha vontade era dar-lhe uma sova, só que essas coisas não se fazem), já completamente passada dos carretos enquanto viro costas às petulantes empregadas, que trabalham numa loja que vende vestidos que nem com 3 meses de ordenado elas podem comprar, mas que têm ares de pertencer à realeza.

E desço a rua com ele pelo pulso aos berros, quase que voa, porque eu vou a 200km/h, e grita: MAS EU QUERIA QUE TU APANHASSES O CARRO!

Alguém caralho! Alguém em consegue explicar este fenómeno?
É porque eu digo-vos, é muito mais fácil apanhar o carro, deixá-lo comer o que quer, sentar-me no lugar do sofá que ele define, ver o canal de televisão que ele quer quando ele quer, pedir um sumo de maçã e uma água porque ele está indeciso e não sabe o que lhe apetece (!!!), voltar a apagar a luz porque queria ser ele a acender – do que contrariar e tentá-lo fazer perceber que não pode ser tudo à sua vontade e que ele não é nenhum REI, porque se fosse seria um déspota!
Isso, vos garanto!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

pois...

A gente entra numa livraria e pasma: milhares de livros e apenas quatro ou cinco escritores. Em Portugal, quantos haverá? Não mais que dois, três na melhor das hipóteses. O resto são fabricantes de parágrafos…
António Lobo Antunes

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SEXO


Há momentos em que se fala, quer dizer em que as mulheres falam, mais abertamente (e esta palavra é aqui bastante reveladora) acerca de tudo, claro que quando digo tudo estou a falar de sexo puro e duro (de preferência).


A partir de uma certa idade, que pode variar entre os 20 e poucos e os 60 e muitos, as mulheres perdem o pudor em falar, maltratar ou mesmo abençoar o sexo que praticam, o que desejam e o que invejam, o sexo do companheiro ou o do padeiro.


Alturas há, em que a conversa passa por aí, mas é rápida e certeira e serve apenas para pormos em dia se gozamos de uma aceitável quantidade, se aprovamos a qualidade e se há alguma novidade. Postos os pontos nos “is” passamos à frente.


Porém, contudo, no entanto, há dias (ou noites), em que uma amena cavaqueira se torna numa genuína palestra de sexologia, em que só falta cobrar bilhetes para quem queira tirar formação ou especialização. Seja qual for o âmbito há sempre alguém para dar o seu inestimável contributo. E quando digo sem pudor, é mesmo sem vergonha nenhuma.


Pois, ora é porque uma experimentou sexo anal e jurou para nunca mais – lá vem outra explicar-lhe como dar a volta a situação – nunca é demais , qual a posição mais encantadora para que seja ela a dominar, como descontrair “tudo” – é preciso é relaxar, até mesmo alguns salpicos de cientifico conhecimento acerca das terminações nervosas que fazem o nosso contentamento.


E depois vem outra, ah já que estamos a falar de sexo, falemos do oral. Nada mais banal. Pois lá vem uma sempre a surpreender, que não gosta muito de meter aquilo na boca e logo 3 ou 4 dizem que ela é louca. E assim dissertamos sobre o assunto e contestamos métodos, e a cadência? Importantíssima sua excelência! Quem é que define, deixas que seja ele a guiar ou com o teu gosto tem que se contentar?


E o que eles fazem falamos também e do que se esquecem não escapa a ninguém!


E porque fulano até é razoável e ainda assim amável! Sicrano que nada faz e é tão belo e beltrano que até bate claras em castelo!


E falamos de fantasias, e confessam-se subversões – umas que se vêm como as tias e outras que nem furacões.
E falamos, e rimos, e coramos. E somos mulheres e adoramos.

Do you mean it? If you broche it!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MÃE


Minha amiga, mãe querida
Minha lâmpada alada, minha festa privada
Meu porto seguro, minha chama no escuro
Nunca sei como dizer que te amo de morrer
Para que não pareça coisa pouca, teria que gritar que nem louca
Para que percebam que não é normal, que sais do habitual
Porque és uma mulher tão desmedida, que me continuas a dar vida
Insistes para que cresça mais e mais, para que saia dos moldes normais
Gastam-se as palavras para dizerem um poucochinho daquilo que és
Mulher Amiga, MÃE de fazer inveja, tudo o que uma filha deseja
Companheira de confidências, de choro, de alegria, de uns bons copos ou cantar com nostalgia
Sem falsos moralismos e com certos rasgos de loucura,
Ensinaste-me que o importante é saber viver, porque só a morte não tem cura!
Mostraste-me o que são valores, ensinaste-me que é importante respeitá-los, deste-me liberdade e saber para escolher os que são para mim acertados
Bebi o néctar da ternura de ti minha Mãe
Encheste-me de conforto, confiança e de um bem-querer que eu não poderia viver sem
Tiveste o discernimento fundamental para me garantires aquela doce protecção maternal, e deixares que sinta que a vida também é dor, afinal
Tenho a certeza que tenho uma fortuna excepcional, que és tu minha querida, que me emocionas sempre que tomo consciência deste amor brutal
Aceitaste as minhas escolhas com sabedoria, humildade e sempre acima de tudo com esse teu amor de Mãe – arrebatador, até o infinito e mais além!

MUITO OBRIGADA MINHA QUERIDA MÃE

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fumar



Fumar é das poucas coisas se não mesmo a única que se gosta em qualquer momento

Adequa-se a qualquer situação ou evento

Serve os ricos, os pobres e os remediados
Fumam os contentes, os tristes ou desconsolados

Fumas para celebrar, ou porque te estão a irritar

Fumas porque é fonte de inspiração, fumas porque sofreste uma desilusão

Fumas, porque fumar dá estilo e nos ocupa a mão

Fumas porque dá prazer, e porque sabe tão bem depois de o fazer

Fuma quem está à espera e também quem desespera

Tanta pequenina coisa à espreita, a provocar

A foto da Cassamia assim que em sua casa vamos entrar

O café da Portela - que delicioso a acompanhar

Aquela cena daquele filme mesmo a convidar

E quando bebes uns copos, fumas porque faz parte do ritual

Fumas porque as tais hormonas saltam e se embrulham em tal bacanal

E não precisas de ninguém para poderes gozar o contentamento que é só teu, afinal



terça-feira, 14 de julho de 2009

A Fada e a Foda do Lar



Ninguém disse que ia ser fácil, mas há dias em que parece ser uma empreitada impraticável só mesmo nos contos de fadas ou fodas, como preferirem.
Mulher moderna que se preze é uma mulher de is ;-) – como há pouco ouvi alguém dizer temos que fazer isto e aquilo e aqueloutro e não há absolvições para quem acha que o dia tem poucas horas – levante-se mais cedo! Sem esquecer porém, que para um corpo e mente saudáveis há um mínimo de horas de sono, que deveriam ser de beleza e acabam por ser de “sobrevivência”, obrigatórios.


No trabalho temos que ser eficientes, não há como ser de outra forma – o que logo à partida implica alguma dose de organização, responsabilidade, conhecimento e constante actualização e evolução na “matéria” em questão, boa disposição, capacidade de orientação, bom senso, e tolerância. Conseguirmos que pelo menos o mínimo exigido pelo óptimo seja cumprido. Quando necessário fazer horas extra, trabalho de casa, trabalho de fim-de-semana – sem nunca por nunca ser descuidar-se o lar! Evidentemente que para que esta tarefa seja exequível tens que gostar daquilo que fazes.


Em casa não temos que ser apenas eficientes, mas também surpreendentes.
Casa limpa, deves ser asseada mas não demasiado, ou seja, tens que suportar algumas migalhas, alguma roupa amontoada no fundo da cama (ou em alguns casos na cadeira que existe de propósito para o efeito), brinquedos espalhados – mesmo que seja 5 minutos depois de teres passado a tarde a pôr tudo num brinco e não deves ficar histérica, faz parte. Roupa lavada e passada, e não convém ires deixando para depois porque no fim quem se fode és tu que quando dás por isso tens várias horas de vapor pela frente e em pé – o que não faz nada bem à beleza dessas pernas. Ou seja, no meu caso que tenho um homem que ajuda (não divide tarefas – é bom que se reconheça bem a diferença de significado destes verbos) – nestas alturas esquece lá a Mulher Moderna – só falta mesmo o tanque para esfregar a roupa (hehe … estou-me a rir, mas esta merda não tem piada nenhuma).

Depois as refeições. Temos um microondas lindíssimo, metalizado, com imensas funções, e serve para uma única coisa: aquecer – fantástico, não é? Até porque a minha querida mãe não me andou tantos anos a alimentar com a mais rica gastronomia portuguesa, para que eu agora me limitasse a fazer bifes fritos e peixe grelhado ou a enfiar umas embalagens no microondas. Não senhor! Há que variar: uma açorda de bacalhau com couve portuguesa, umas salsichas com couve lombarda, uns ovos mexidos com rim, janquizinhos fritos com arroz de tomate, um arroz de grelos com qualquer coisa, um arroz doce, uma mousse, uns cogumelos recheados, um tagliatelle com camarões e ervas, um esparguete à carbonara, umas ervilhas com ovos escalfados…sem esquecer porém que há que ter uma alimentação equilibrada rica em frutas, verduras e fibras e cuidado com as gorduras saturadas e transgénicas e preferir o peixe e as carnes brancas e mais o raio que os parta.


Ora depois de teres trabalhado um dia inteiro com gosto e boa disposição, chegas a casa (claro que pelo caminho ou mesmo antes de teres saído de casa de manhã já pensaste o que vais fazer para o jantar) e enquanto fazes um manjar que se aprecie, dás banho ao miúdo, arrumas algumas coisas espalhadas pela casa, pões roupa a lavar, estendes roupa (no Inverno tens a “vantagem” de a por na máquina de secar), brincas o imaginável com o teu filho, recebes o teu querido homem com o sorriso e perguntas se o dia lhe correu bem, ouves o rol de queixas do patrão e de como está cansado enquanto se senta no sofá com o ar mais exausto deste mundo enquanto a tua energia continua muito HIGH porque até te poderes sentar e dizer não faço mais nada ainda terás que fazer mais quinhentos mil pentelhos, para que tudo corra dentro da normalidade (até porque preferes seres tu a lavar os dentes ao puto, e vestir-lhe o pijama – do que ouvi-lo aos berros com o pai, porque esfrega muito e porque não o deixa fazer nada, a ele que já é tão grande e já tem 4 anos e tudo).
E agora, atenção, porque é fundamental para que tudo o resto valha a pena – tens que esquecer que ainda não descansaste desde as 7 da manhã, e olhar para o teu homem com desejo e fazer sexo com ele tal qual actriz saída directamente de um filme porno. Diz-lhe que o amas e que ele te dá toda a tesão do mundo. Fá-lo sentir especial, porque ele precisa de ouvir essas paneleirices tanto quanto tu.
Tudo isto sem descurar a beleza e a saúde física (sim porque a mental a esta hora já se foi ) Fazer exercício físico. Espalhar os cremes para tonificar, para a celulite (puta da gordura localizada), estrias, de rosto, de contorno dos olhos, para o busto, para o glúteo, para as pernas. Depilação. Perfume. Estar na moda. Cabelo brilhante e bem tratado. Não fumar. Não beber, demasiado ;-). Amigas. Amigos. Escrever. Ler. Ser Mãe. Ser Filha. Ser Mulher…ninguém disse que era fácil.
P.S para a Rafa

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ora aqui vai um Muito Obrigada


Já todos perceberam que ando com escasso empenho para dissertações acerca da vida e dos tantos pormenores que se alinham num caos quase perfeito, tornando-a tão catita e tão cheia de exclamações.
Preciso de incentivos e de escolher ficar em casa no meu inestimável tempo livre…o que não tem sido muito constante.
Muitos desses sentimentos, raivas, desculpas, acusações, declarações de amor, opiniões, impropérios que escrevemos com espontaneidade, só fazem sentido se traduzidos em palavras no momento em que nascem. Já vos tinha falado desta minha tendência, assim que a escorregar para a bipolaridade – se agora estou exaltada e quero dizê-lo com 24.352 caracteres, daqui a uma hora estou saudosa e acerca da euforia só me sai uma palavra “estava”.
Bem, mas estava eu dizendo que preciso de estimulos, preciso que um FORTE vá aos meus comentários reclamar, ou que a minha brasileira se queixe por falta de leitura, ou que então um atrasado mental, burro, reprimido, infantilóide, maníaco, miserável, cagarola, mete nojo, lambe cus, como este Luís venha aos meus posts fazer estes comentários:



Luís disse... quem vai querer tranzar ou fazer sexo com migo24 de Junho de 2009 15:35


Luís disse... em gatas



Algumas perguntas abalroam-me o espírito ao ler este comentário:
- Que merda de português é este?
- Qual a diferença entre tranzar e fazer sexo?
- Quem é o migo?
- “em gatas”? existe uma palavrinha com apenas duas letras, que é a contracção da preposição “em” com o artigo “as” que dá uma fantástico DE – DE GATAS, atrasado!



Outras dúvidas se impõem quanto às suas competências para além da escrita, para as quais nunca teremos ou sequer pretendemos ter resposta. Mas de qualquer forma um muito OBRIGADA por me teres estimulado a escrita…vá, já não é mau!

sábado, 13 de junho de 2009

Never Ending Story


Não me apetece.
Palavra…eu quero escrever mas falta-me a vontade, ou as horas para que não sejam apenas apontamentos.


Também é verdade que estes dias veraneantes não ajudam … porque o sol me inspira o espírito e o corpo e preciso de libertar esta vontade na rua, este mundo virtual onde tudo é possível mas nada é realmente, não me enche o suficiente. Para ser mais honesta acho que há momentos em que nada o faz.


Quero escrever o mundo, descrever a sensação de calor na pele e do sabor salgado de mim. Explicar a alegria, a paixão de viver e decifrar esta capacidade de tanto gostar de tantos diferentes…por isso não escrevo porque me faltam as palavras para poder traduzir a vida.


Nestes dias experimento saborosas contradições e sinto-me agradecida. Intolerante com o marasmo da satisfação, o que me alenta e faz borbulhar vida em mim é saber que isto ainda não é tudo, é ser uma satisfeita insatisfeita.


Agradecer esta coisa que faz parte de mim e que me faz viver dias iguais como se fossem os primeiros, enfrentar a rotina como se não a conhecesse e fazer na realidade com que deixe de o ser, mais não seja porque simplesmente, e embora com o mesmo destino, sigo outro caminho sem medo de me perder ou arrepender…
E por isso amo a vida e esta condição de incessante descontentamento - sentimento nobre, universal e intemporal - que a uns move e a outros condena à resignação.


Isto está tudo muito bem pensado, porque tudo não te é dado a conhecer de uma só vez. Para que tenhas tempo de aprender, para que saboreies bem sem pensar no que virá a seguir – para que não deixes de comer o prato principal a pensar na sobremesa…esta é servida como uma deliciosa surpresa.


Descobrir aos poucos as infinitas possibilidades que existem em nós e ficar maravilhada com isso. Espantar-me com este louco devir, com a brutal capacidade de adaptação de que somos providos, e da nossa interminável imaginação.


Por ser tanto e nunca demais, porque somos seres capazes de albergar tudo isto e muito mais…é-me impossível dizer o indizível, sentir-me repleta. Porque escrevo, escrevo, escrevo e não tem fim. Vou e levo comigo a sensação inacabada, imperfeita, incompleta.