O Reizinho ;-) expressou o seu anseio de espairecer numa qualquer embarcação. Ora, como eu, para além de ter a importantíssima missão de fazer dele um homem com H, cá estou também para deliciar sua majestade – pois afinal de contas ele torna a minha existência desmedidamente mais rica e faz de mim uma pessoa infinitamente melhor – lá fui com o piqueno e mais sua excelência, sua avó, apanhar o cacilheiro. Nem tudo são espinhos, nesta viçosa idade um barco é um barco e ponto final
A intenção era pois, irmos a Cacilhas (não perguntem porquê, nem tudo na vida tem que ter uma explicação) – no entanto como parolas que soimos ficámos hoije a saberi que de Belém só para Porto Brandão ou Trafaria – pois seja Trafaria então! 

Entretanto, só um pequeno apontamento: não percebo o que é que aconteceu àquela zona em que podíamos vir cá fora com os cabelos ao vento a saborear o cheiro a merdezia e esquecermo-nos que estamos num cacilheiro (porque eu já não estou em tenra idade ;-)?!? Não me digam que para além de não podermos comer bolas de Berlim com creme na praia, não podermos ficar com as mãos todas cagadas das folhas da lista telefónica quando comemos castanhas assadas na rua (pois o papel foi substituído e tem inclusive uma bolsa dupla para deitarmos as cascas! Ah! País civilizado carago!) a ASAE foi aos cacilheiros e mandou cobrir a Penthouse?! Nãããã! Deve haver vários modelos, né? Mas tive azar, pronto (isto era só um pretexto para reclamar da ASAE) – lá fomos nós pindurados à janela para que o crianço percebesse que estávamos de facto sobre as águas do Tejo.
Chegámos então à harmoniosa Trafaria, e quando digo isto é porque sentia-se que as pessoas estavam em harmonia pá! Eram todas feias! Mas feias, feias! Quase disformes!
E porcas.
E porcas.
Porque aquelas pessoas tinham uma feiura que vinha de dentro!
E tinham um ar badalhoco!
E os gordos andavam todos com as banhas dependuradas para fora das camisolinhas.
E as unhas eram todas pretas.
E eles tinham restos de cerveja no bigode, e elas também!
Palavra!
Palavra!
Eu não sei se aquilo era uma rave dos feios, mas que estavam todos lá, estavam!
Fomos ao centro da vila, o puto comeu um gelado, nozes bebemos uma caféssito e um martini que não estava a apetecer, mas prontos! Mirámos aquela gente bonita de se ver – e foi então que vislumbrámos o engatatão da zona, fodasse! Garanto-vos que uma foto real, seria muito mais impressionante!

Tinhamos então que justificar o passeio e tanta agressão aos nossos olhitos e lá fomos ao mercado: eu enchi a barriguinha com figos, a um aério e meio o quilo – do best!, e lá comprámos os janquizinhos para o almoço com a bela da açorda tudo bem regado com um vinho verde fresquinho – uma maravilha! Portugal real, no seu melhor e pior. Ahhh vida boa, cum a breca!







