
Se ele liga a toda a hora é porque é controlador (ou aborrecido ou demasiado lamecha conforme o registo que conseguiu imprimir na mente da feminina), se não liga passam o dia a olhar para o telemóvel e fazem aqueles joguinhos primários e comoventes - ligam “Ah deixei o telemóvel ficar sem bateria nos últimos 5 dias (!!!) e só agora reparei, tenho aqui uma lista infindável de números não atendidos, é só para saber se tentaste ligar (...)ah, não? Pois...(a esta altura o arrependimento de terem ligado já é enorme e tomam consciência que nada do que possam dizer vai remediar a situação – a merda está feita).
Depois temos os mails, ele manda um mail – ela responde – ele responde à resposta – ela responde à resposta da resposta – ela acrescenta mais qualquer coisa à resposta, da resposta, da resposta – ele não responde – e ela começa a criar macaquinhos na cabeça, simplesmente porque é mulher. E ela sabe todas as regras básicas de deixar à espera, criar mistério, e a coninha da mãe – mas dá cabo dessas paneleirices todas até porque na realidade se ele estiver mesmo interessado isso não vale peva e não existem qualquer tipo de regras - é como for - e manda-lhe um mail a perguntar porque é que ele não responde. Ou então versão despeitada: ele não responde com a celeridade que ela considera admissível é porque não a merece e qualquer tentativa que ele venha a fazer terá que ser muito bem estudada para ter os efeitos pretendidos. Quando se vêem, se ele não lhe ligar um corno ela anda de roda, e passa e ri-se e fica de olho - não desgruda. Ele dá-lhe atenção, ela despreza - mas não é desprezo, desprezo - é assim só para ele continuar com o charme e sempre na tentativa de seduzir, mas ele não percebe isso e passa para a próxima, e depois ela não desgruda.
…blá, blá, blá
Resumindo, o importante da história
Filho: ela não quer que eu esteja ao pé dela (ela, é uma puta de uma miúda que lhe anda a pôr a cabeça em água)
Eu: não lhe ligues, vais ver que ela se vem sentar ao pé de ti
Filho: sim eu já fiz isso ontem, e quando ela veio disse-lhe que nunca mais brincava com ela
Eu: pronto! Fizeste bem.
Filho: mas estou um bocadinho triste
Eu: então amanhã fala-lhe, mas não lhe ligues muito
Filho: mas como é que eu faço isso?
Eu sei que ele só tem 4 anos, mas o facto é que a mente dele será sempre masculina e como tal será impraticável eu conseguir explicar-lhe claramente este funcionamento um bocadinho mais complexo…
Nem vale a pena entrares em detalhes. Tadito do puto ainda fica com os fusíveis queimados.
ResponderEliminarAs coisas passam-se mais ou menos como dizes, com um bocadinhooooooo de vergonha, admito!
;)
Ele agora tem 4 mas terá 24 e as coisas serão exactamente iguais, exceptuando o português, que nessa altura já evoluiu.
ResponderEliminarAté chegar à parte da conversa senti-me tentado a bater palmas em honra de quem teve a coragem de assumir o sexo feminino tal como ele (ainda) é.
Mas "pobre desgraçado" como eu sou, lá terei que considerar essa característica como algo de extremamente apaixonante...
ana: se calhar tens razão, tarefa inglória esta minha :-(
ResponderEliminar13: pois, eu queria era que aos 24 soubesse lidar com este bicho ;-)
Não te preocupes muito porque mais ano menos ano sai p'rá rua um manual simplex de como lidar com os filhos dos 4 aos 24.
ResponderEliminarEu estou tramada, já não deve chegar a tempo. O meu está com 18 e às vezes sinto-me DESESPERADA porque veio sem livro de instruções!
Gajas...bicho complexo.
ResponderEliminarDesde tenra idade os machos vêem-se à nora para vos entender.